
O conteúdo de uma carta recém descoberta escrita por Ludwig van Beethoven (o compositor, não o cachorro) diz muito sobre as privações que ele teve que enfrentar para conseguir dar expressão ao seu talento. Ao observador mais distraído, suas obras são fruto único e exclusivo de uma vocação especial, no caso, ligada à música. O que os dados biográficos costumam sugerir é que se trata de um desafio muito maior.
Escrito por Alexander Muller e publicado originalmente em http://tallandoideas.com/2008/03/condorcet-bosquejo-de-un-cuadro-historico-de-los-progresos-del-espiritu-humano/ Continue reading »
Como disse Antonio Torres de Moral no “Estudio preliminar” à edição do livro de Condorcet “Esboço de um quadro histórico dos progressos do espírito humano” feita pelo Centro de Estudios Políticos y Constitucionales de Madrid, em 2004: “Apesar de ser um dos iluministas que melhor os representa, o último deles, o único que viveu a Revolução na qual tomou parte tão ativa, sendo seu guia e sua vítima, Condorcet necessita de apresentação.”
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Há quem me pergunte por que eu me interesso por desenho institucional, teoria do estado, constitucionalismo, federalismo, republicanismo e coisas análogas, todas relativas à intersecção entre a ciência política e a jurídica.
Ilusão esperar algo extraordinariamente melhor: é preciso planejar e lutar dia-a-dia pelo extraordinário. Como e pelo que vou lutar em 2012?
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Escrito por Alexander Muller e publicado originalmente em http://tallandoideas.com/pt/2010/02/lo-utilitario-y-tosco-…
Cleanto (Cleantes) foi um filósofo grego que viveu por volta de 300 aC. Sua vida contém algumas particularidades notáveis.
Conta-se que, originalmente, era pugilista. Ao ingressar na maturidade, dedicou-se com êxito à filosofia, sendo o primeiro sucessor de Zenão (Zenos), fundador da escola estoica. Contudo, mantinha-se economicamente por meio de um trabalho noturno grosseiro, rotineiro e pesado, de importância no mínimo duvidosa: carregava água em recipientes de pedra para um jardineiro.
Postado originalmente no meu velho blog “Beligerante Probidade” no dia 1º abril de 2005.
Há questões que fazem parte da minha vida motivadas por profundas inquietações, e há outras que vêm por acaso, por necessidade ou por circunstâncias que as exigem. Entendo como minhas questões as que verdadeiramente me inquietam, as que coloco no topo das preocupações, e às outras entendo como questões alheias ao meu espírito, secundárias na ordem de relevância. As do segundo caso são, no entanto, extremamente freqüentes, visto que surgem no caminho para o sucesso profissional, nas questões práticas do dia-a-dia e no convívio.
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Escrito por Alexander Muller e publicado originalmente em http://tallandoideas.com/pt/2007/09/el-poder-y-ser-alguien/
A forma de vida e a curta visão da nossa sociedade atual põem o chamado poder, e as ânsias por “ser alguém”, num patamar de relevância que leva uma imensa quantidade de seres capazes a aspirá-los. O “poder” agrada a muitos pela sedução passional que inspira, embora alguns digam querê-lo para mudar e fazer o bem, e outros digam buscá-lo “para ser alguém”, para não ser um “senhor ninguém medíocre”, para não ser como “todos”…
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O Patriarca ou o Imperador – quem foi o condutor máximo da causa da independência do Brasil?

Os livros de história que me desculpem, mas o próprio D. Pedro I respondeu a essa pergunta numa carta datada de 28 de setembro de 1822: o vanguardeiro principal da Revolução promotora da Independência foi José Bonifácio de Andrada e Silva. Isso pode ser explicado da seguinte forma (apenas um mostruário provisório de muitos e muitos outros aspectos que poderiam ser mencionados):
Os leitores poderão pensar que sou monotemático, dada a insistência com que tenho tratado do tema “Andrada e a Independência”. É que minhas forças e capacidade produtiva não têm sido superiores às premências do tempo, e dado o descaso que se vê para com a memória dos nossos beneméritos, só não me tenho furtado de publicar umas poucas palavras sobre esse assunto, ainda que poucas. Nada obstante, tenho em preparação artigos sobre cidadania, ética, política, comentários a atualidades, análises psicológicas, estudos jurídicos e até contos. A variedade será a recompensa da espera. O meu momento, contudo, propicia a publicação de assuntos brasílicos e, felizmente, permite que eu homenageie o Dia da Independência, talvez como poucos. Que assim seja!
No dia 28 de junho de 2010, na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Santos, o célebre historiador Jorge Caldeira proferiu uma palestra sobre José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência. Eu já sabia que ele era muito bom, mas as minhas expectativas foram superadas. A seguir, compartilho com o leitor o conteúdo da palestra. Como já li muito sobre o tema, alguns detalhes foram acrescentados por mim para dar um elo mais consistente ao que lembrava da palestra. Advirto o leitor que eventuais erros históricos ou informações duvidosas, provavelmente, se devem ao autor destas linhas, não ao autor da palestra. Ao assunto.
